01 junho 2012
Muito amor
Hoje me fizeram chorar. E isso, ao contrário do que possa parecer, não foi ruim. Foi um choro de saudade e de amor. Dos que passaram por mim - amigos e parentes que já se foram daqui nas mãos da morte - e do amor que sinto pelos que ainda dividem comigo as dores e os prazeres da existência.
Me falaram de carinho, cumplicidade, verdade. Assuntos que permeiam meus interesses desde que adquiri consciência em debatê-los. E me deixou pensando em como a vida é rápida e do quão importante é gritar aos quatro ventos que os amigos são nosso bem mais precioso.
Vim aqui desabafar esse turbilhão emocional que se formou com declarações explícitas de carinho e amor recebidas e declarar publicamente que não seria nada sem aqueles que me amam. E, saibam, que o amor é a única coisa que quando mais dividimos, mais multiplicamos. Contraria a matemática, o mal humor, a tristeza.
Portanto, nessa sexta-feira um tanto cinza aqui em São Paulo, diga às pessoas o quanto você as ama. Seu dia ficará melhor e sua vida, mais completa.
08 fevereiro 2012
Cotidianices
A babá derramou o leite do bebê bem em cima do tapete. Ai...
A empregada quis fazer um bolo, errou a receita e defumou a casa. Ai...
O André teve aula de futebol, dividiu a bola com o amiguinho e quebrou o dedo. Ai...
O pai do André foi lá buscar o menino no hospital e perdeu a reunião. Ai...
A Flávia ficou no balé esperando o pai que ia buscá-la, mas acabou se atrapalhando
salvando o André. Ai...
A mãe foi lá e pegou a Flávia de bico. Ai...
Dormir e acordar bem cedo porque o André tem prova. Perdi a hora! Ai...
Comecei um curso novo e já perdi duas aulas. Ai...
A babá ficou doente e agora sou apenas eu e mim mesma. Ai...
A empregada quis fazer um bolo, errou a receita e defumou a casa. Ai...
O André teve aula de futebol, dividiu a bola com o amiguinho e quebrou o dedo. Ai...
O pai do André foi lá buscar o menino no hospital e perdeu a reunião. Ai...
A Flávia ficou no balé esperando o pai que ia buscá-la, mas acabou se atrapalhando
salvando o André. Ai...
A mãe foi lá e pegou a Flávia de bico. Ai...
Dormir e acordar bem cedo porque o André tem prova. Perdi a hora! Ai...
Comecei um curso novo e já perdi duas aulas. Ai...
A babá ficou doente e agora sou apenas eu e mim mesma. Ai...
06 janeiro 2012
e aí, os amigos se vão...
Uma reforma íntima. De repente, aqueles com quem você tinha a maior consideração, para quem mandava recados e lembranças, perguntava e se interessava pela vida, deixam de fazer sentido.
Começa aos poucos. Você vai a uma festa e não tem assunto além das frivolidades de praxe. Reconhece que ele gosta mesmo é de falar de suas conquistas materiais, de seus diplomas e cursos, do glamour de sua vida normal. É, aquela vidinha classe média paulistana que a maioria dos meus sabe bem o que é.
Eles gostam também de falar mal das pessoas. Tenho preguiça de gente assim. Que se preocupa mais com o que o alheio faz do que com a qualidade da comida que come.
Enfim. Fiquei triste em verificar que pessoas um dia importantes para mim já não dizem mais nada. E eu não quero mais saber. Não posso evitar que uma vaga ideia de rancor se aposse de mim nesses momentos. "Puxa, dei o meu melhor para fulano e ele não está nem aí para mim".
Acontece. Comigo, contigo, com todo mundo. O lado bom dessa questão é que, assim como amigos antes aclamados tornam-se ecos sem sentido na sua existência, outros chegam e renovam no nosso íntimo os laços de amor e companheirismo que nos fazem tão bem, nos deixam felizes e nos unem a quem temos laços em comum, de acordo com a fase da vida.
Uns ficam eternamente. Mas são poucos. E, por isso, disse o poeta há muito tempo:
"Se nessa vida, quando você morrer, tiver ao seu lado cinco amigos fiéis, você teve uma existência exemplar"
Começa aos poucos. Você vai a uma festa e não tem assunto além das frivolidades de praxe. Reconhece que ele gosta mesmo é de falar de suas conquistas materiais, de seus diplomas e cursos, do glamour de sua vida normal. É, aquela vidinha classe média paulistana que a maioria dos meus sabe bem o que é.
Eles gostam também de falar mal das pessoas. Tenho preguiça de gente assim. Que se preocupa mais com o que o alheio faz do que com a qualidade da comida que come.
Enfim. Fiquei triste em verificar que pessoas um dia importantes para mim já não dizem mais nada. E eu não quero mais saber. Não posso evitar que uma vaga ideia de rancor se aposse de mim nesses momentos. "Puxa, dei o meu melhor para fulano e ele não está nem aí para mim".
Acontece. Comigo, contigo, com todo mundo. O lado bom dessa questão é que, assim como amigos antes aclamados tornam-se ecos sem sentido na sua existência, outros chegam e renovam no nosso íntimo os laços de amor e companheirismo que nos fazem tão bem, nos deixam felizes e nos unem a quem temos laços em comum, de acordo com a fase da vida.
Uns ficam eternamente. Mas são poucos. E, por isso, disse o poeta há muito tempo:
"Se nessa vida, quando você morrer, tiver ao seu lado cinco amigos fiéis, você teve uma existência exemplar"
05 janeiro 2012
começamos o ano do fim do mundo (mais um)
2012 finalmente chegou. Digo isso porque 2011 foi um período muito complicado para mim. Um ano difícil, cheio de reviravoltas, em que me perdi e não me encontrei. Resolvi ficar à deriva e seguir com o vento. O que virá semeará novas histórias e contos para minha vida.
Abandonei as promessas de ano novo, os pedidos para santos e deuses, nem ondinhas pulei. Na hora, de frente ao mar, desisti. Quero começar um ano sem expectativas.
Talvez o fato mais aguardado nesse 2012 seja o dia do fim do mundo, em 21 de dezembro, segundo os Maias. Tentando ser menos mística e mais séria, diria que vamos passar por mais uma prova de adaptação e sobrevivência. O planeta vai mudar de lugar, podemos ou não ser sugados pelo sol com isso. Nem os cientistas chegam a um acordo sobre a questão.
Tostados pelo calor solar ou abandonados na galáxia, soltos à própria sorte, a Terra tão amada por poucos e tão mutilada por muitos vai se reinventar. E, é pela reinvenção do mundo que quero celebrar.
Que 2012 seja um ano de boas surpresas. Isso é tudo que quero desejar.
Abandonei as promessas de ano novo, os pedidos para santos e deuses, nem ondinhas pulei. Na hora, de frente ao mar, desisti. Quero começar um ano sem expectativas.
Talvez o fato mais aguardado nesse 2012 seja o dia do fim do mundo, em 21 de dezembro, segundo os Maias. Tentando ser menos mística e mais séria, diria que vamos passar por mais uma prova de adaptação e sobrevivência. O planeta vai mudar de lugar, podemos ou não ser sugados pelo sol com isso. Nem os cientistas chegam a um acordo sobre a questão.
Tostados pelo calor solar ou abandonados na galáxia, soltos à própria sorte, a Terra tão amada por poucos e tão mutilada por muitos vai se reinventar. E, é pela reinvenção do mundo que quero celebrar.
Que 2012 seja um ano de boas surpresas. Isso é tudo que quero desejar.
27 dezembro 2011
Nada se leva?
Se da vida nada se leva
Então força é algo para não se cultivar
Não vamos ter nada para levantar
Nem precisamos juntar os pedaços
Se da vida nada se leva
Porque fico eu a pensar
Que eu quero conquistas e prêmios
Quando tudo isso vai ficar
Se da vida nada se leva
Eis a inutilidade de pensar
Nem as ideias nem a cabeça
Permanecerão nesse lugar
Se da vida nada se leva
Não faz sentido ficar
E para onde ir é que não me disseram
Nem indicaram quando é hora de parar
Então força é algo para não se cultivar
Não vamos ter nada para levantar
Nem precisamos juntar os pedaços
Se da vida nada se leva
Porque fico eu a pensar
Que eu quero conquistas e prêmios
Quando tudo isso vai ficar
Se da vida nada se leva
Eis a inutilidade de pensar
Nem as ideias nem a cabeça
Permanecerão nesse lugar
Se da vida nada se leva
Não faz sentido ficar
E para onde ir é que não me disseram
Nem indicaram quando é hora de parar
21 dezembro 2011
De amor e de botequim se faz a vida
Meu local de filosofia preferido
Os bancos desconfortáveis
As cadeiras que machucam as costas
Mesas bambas
Nem me venha com bares da moda
E cortinas coloridas e lustres modernos
Balcões com bebidas coloridas
E ambiente com ar austero
Para pensar na vida o melhor é o boteco
Com variações de botequim, bar e inferno
Bem sujo ou mais autêntico
O que importa é o que tem dentro
O garçom deve sorrir ao te receber
E sempre trazer uma cerveja gelada para te convencer
Que vale a pena voltar sempre
Sempre que uma dor de cotovelo começar a doer
Ambiente depressivo
Para combinar com a dor de quem perdeu um amor
Um emprego, um simples concerto ou a arte de sonhar
Ambiente de bêbados
Sempre sinceros no seu caminhar
Sempre ligeiros no mandar um "vai se catar"
Sempre prontos a parar e recomeçar...
... a beber! e a filosofar.
Isso é coisa de boteco:
Pensar na vida e em suas artimanhas
Criar verdades absolutas que nunca serão seguidas
Só para melhorar a vida.
Os bancos desconfortáveis
As cadeiras que machucam as costas
Mesas bambas
Nem me venha com bares da moda
E cortinas coloridas e lustres modernos
Balcões com bebidas coloridas
E ambiente com ar austero
Para pensar na vida o melhor é o boteco
Com variações de botequim, bar e inferno
Bem sujo ou mais autêntico
O que importa é o que tem dentro
O garçom deve sorrir ao te receber
E sempre trazer uma cerveja gelada para te convencer
Que vale a pena voltar sempre
Sempre que uma dor de cotovelo começar a doer
Ambiente depressivo
Para combinar com a dor de quem perdeu um amor
Um emprego, um simples concerto ou a arte de sonhar
Ambiente de bêbados
Sempre sinceros no seu caminhar
Sempre ligeiros no mandar um "vai se catar"
Sempre prontos a parar e recomeçar...
... a beber! e a filosofar.
Isso é coisa de boteco:
Pensar na vida e em suas artimanhas
Criar verdades absolutas que nunca serão seguidas
Só para melhorar a vida.
19 dezembro 2011
desse blog o que nos resta
Aqui nesse espaço já fiz e refiz as palavras
Serviu como fuga, um dia
Como ilusão, por semanas
De relatos da vida, aos distantes
Perda de tempo em outros tantos desencantos
Mas ei que aqui retorno
Dessa vez, para fechar o ano
Esse 2011 cheio de artimanhas
Que por muitas noites me fez perder o sono
Serviu como fuga, um dia
Como ilusão, por semanas
De relatos da vida, aos distantes
Perda de tempo em outros tantos desencantos
Mas ei que aqui retorno
Dessa vez, para fechar o ano
Esse 2011 cheio de artimanhas
Que por muitas noites me fez perder o sono
07 junho 2011
VIDA
Aprecio o orvalho e o nascimento do sol.
Admiro as flores que nascem como botões, abrem-se para o mundo, dão-lhe perfumes e depois morrem para renascerem na próxima estação.
Espelho-me na liberdade das crianças, no seu poder de descoberta e de criação.
Preocupo-me com os idosos e a falta de atenção que lhes prestamos. Na pressa da juventude nos esquecemos que as experiências dos velhos nos ajudam a enxergar as coisas de um novo prisma.
Amadurecimento não significa dureza, mas tranqüilidade.
Não conheço o criador do mundo, apenas digo que Ele estava muito inspirado porque nosso planeta é lindo.
Impossível não sorrir para as coisas belas do cotidiano, que várias vezes, apressados, nos esquecemos de ver.
Bom ter amigos para conversar, chorar e sorrir.
Vivamos a vida, da melhor maneira que pudermos e não espere recompensa por isso. O que ela lhe der de bom, aproveite. O que vier de ruim, aprenda e modifique.
Tenha sempre um sorriso guardado, ele pode mudar o dia de alguém.
Saiba que não vivemos sozinhos e a sua felicidade pode completar a minha.
Ago/2003
Admiro as flores que nascem como botões, abrem-se para o mundo, dão-lhe perfumes e depois morrem para renascerem na próxima estação.
Espelho-me na liberdade das crianças, no seu poder de descoberta e de criação.
Preocupo-me com os idosos e a falta de atenção que lhes prestamos. Na pressa da juventude nos esquecemos que as experiências dos velhos nos ajudam a enxergar as coisas de um novo prisma.
Amadurecimento não significa dureza, mas tranqüilidade.
Não conheço o criador do mundo, apenas digo que Ele estava muito inspirado porque nosso planeta é lindo.
Impossível não sorrir para as coisas belas do cotidiano, que várias vezes, apressados, nos esquecemos de ver.
Bom ter amigos para conversar, chorar e sorrir.
Vivamos a vida, da melhor maneira que pudermos e não espere recompensa por isso. O que ela lhe der de bom, aproveite. O que vier de ruim, aprenda e modifique.
Tenha sempre um sorriso guardado, ele pode mudar o dia de alguém.
Saiba que não vivemos sozinhos e a sua felicidade pode completar a minha.
Ago/2003
17 janeiro 2011
Fui vadiar
Em tempos de crise
Alpiste vira luxo
Reprise de tragédias anteriores
Sinalizam que janeiro chegou
Consumo e bobagens
Valem qualquer vadiagem
Isso lembra que o mundo
É assim confuso
E se eu não sei onde vai dar
Também não sou louca de aqui ficar
Por isso fui, fui vadiar...
Alpiste vira luxo
Reprise de tragédias anteriores
Sinalizam que janeiro chegou
Consumo e bobagens
Valem qualquer vadiagem
Isso lembra que o mundo
É assim confuso
E se eu não sei onde vai dar
Também não sou louca de aqui ficar
Por isso fui, fui vadiar...
11 janeiro 2011
Repense
Evite os excessos, aqueles que tão excedentes fazem com que nos percamos da gente
Evite as coisas dúbias, que não esquentam nem esfriam, nem queimam ou congelam, apenas planam
Evite os julgamentos, as acusações sem sentimento, o vazio da palavra dos outros
Evite o tumulto, que bagunça os sentidos e agita o espírito
É hora de parar e respirar. Acalmar os pensamentos e esfriar os sentimentos
Alma conturbada é energia desperdiçada
(10/2009)
Evite as coisas dúbias, que não esquentam nem esfriam, nem queimam ou congelam, apenas planam
Evite os julgamentos, as acusações sem sentimento, o vazio da palavra dos outros
Evite o tumulto, que bagunça os sentidos e agita o espírito
É hora de parar e respirar. Acalmar os pensamentos e esfriar os sentimentos
Alma conturbada é energia desperdiçada
(10/2009)
06 janeiro 2011
21 dezembro 2010
Essa é uma poesia mais que adorável...
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
17 dezembro 2010
Cuide do seu amor
Cuide do seu amor!
Por mais forte que ele seja;
Mesmo que novo esteja;
Ou sólido se pareça.
Cuide do seu amor.
Cultive coisas boas ao amanhecer,
Regue de manhã ou sempre ao entardecer.
Diga e repita o quanto precisa dele.
Demonstre carinho o dia todo, todinho.
Cuide do seu amor!
Faça carinho e diga coisas boas.
Beije seu amor todos os dias.
E lembre-se sempre:
Carinho e amor nunca são demais.
Cuide do seu amor!
Mesmo que ele esteja bem longe de ti;
Nunca esqueça: Transmita somente alegria.
Não deixe briga ou rancor crescerem;
Retire ervas daninhas.
Cuide bem do seu amor!
Pois mesmo após tudo isso
Ele pode querer te deixar, sumir, morrer.
Fica consigo o sentimento infinito:
que cuidaste do teu amor.
(não sei quem é o autor, recebi por e-mail)
Por mais forte que ele seja;
Mesmo que novo esteja;
Ou sólido se pareça.
Cuide do seu amor.
Cultive coisas boas ao amanhecer,
Regue de manhã ou sempre ao entardecer.
Diga e repita o quanto precisa dele.
Demonstre carinho o dia todo, todinho.
Cuide do seu amor!
Faça carinho e diga coisas boas.
Beije seu amor todos os dias.
E lembre-se sempre:
Carinho e amor nunca são demais.
Cuide do seu amor!
Mesmo que ele esteja bem longe de ti;
Nunca esqueça: Transmita somente alegria.
Não deixe briga ou rancor crescerem;
Retire ervas daninhas.
Cuide bem do seu amor!
Pois mesmo após tudo isso
Ele pode querer te deixar, sumir, morrer.
Fica consigo o sentimento infinito:
que cuidaste do teu amor.
(não sei quem é o autor, recebi por e-mail)
23 novembro 2010
poesia encontrada nos rascunhos...
...foi uma grata surpresa. E, coisa rara, marquei a data em que escrevi ;-)
Um pouco
Entre qualidades e defeitos, acho que ando pela rua do meio.
Embora em mim nada seja discreto ou certeiro, tenho um misto de curiosidade e covardia, regado com desleixo.
Sou toda sorrisos por fora e uma criança por dentro. Tristeza e felicidade para mim são uma única coisa - elas apenas revezam entre si.
Procuro a alegria em vez da felicidade. Quero o riso ao choro, mas nunca me faltam as lágrimas. Sou um doce desengano com uma amargura verdadeira.
Quero mil coisas e abro mão de todas elas por um amor verdadeiro. Dura por fora, romântica por dentro.
No fio e no pavio da vida, sou a chama que segue a fagulha e queima o celeiro inteiro. Faço e não penso, pois se penso não faço.
Explico e ensino, aprendo e questiono, mas não aceito nada imposto porque a verdade flui com naturalidade e não precisa ser forçada.
Aceito a diversidade, receio a maturidade e acredito em pessoas de qualquer idade!
Paulinha 30/11/09
Um pouco
Entre qualidades e defeitos, acho que ando pela rua do meio.
Embora em mim nada seja discreto ou certeiro, tenho um misto de curiosidade e covardia, regado com desleixo.
Sou toda sorrisos por fora e uma criança por dentro. Tristeza e felicidade para mim são uma única coisa - elas apenas revezam entre si.
Procuro a alegria em vez da felicidade. Quero o riso ao choro, mas nunca me faltam as lágrimas. Sou um doce desengano com uma amargura verdadeira.
Quero mil coisas e abro mão de todas elas por um amor verdadeiro. Dura por fora, romântica por dentro.
No fio e no pavio da vida, sou a chama que segue a fagulha e queima o celeiro inteiro. Faço e não penso, pois se penso não faço.
Explico e ensino, aprendo e questiono, mas não aceito nada imposto porque a verdade flui com naturalidade e não precisa ser forçada.
Aceito a diversidade, receio a maturidade e acredito em pessoas de qualquer idade!
Paulinha 30/11/09
22 novembro 2010
Dando aspas ao criador da Web
“A web como conhecemos, no entanto, sofre ameaças de diversas formas. Alguns de seus habitantes de maior sucesso começaram a abandonar os seus princípios. Grandes sites de rede social isolam a informação publicada por seus usuários do resto da web. Provedores de internet sem fio são tentados a tornar mais lento o tráfego de sites com quem não fecharam acordos. Governos – tanto totalitários quanto democráticos – monitoram os hábitos online das pessoas, ameaçando direitos humanos importantes. Se nós, usuários da web, permitirmos que essas e outras tendências sigam seu curso sem oposição, a web pode se fragmentar em ilhas. Podemos perder o poder de nos conectar a qualquer web site que queiramos.”
Tim Berners-Lee, criador da Web
Por favor humanos de merda. Não estraguem uma das coisas mais bacanas que já inventamos: a internet!
Tim Berners-Lee, criador da Web
Por favor humanos de merda. Não estraguem uma das coisas mais bacanas que já inventamos: a internet!
11 novembro 2010
Em qualquer lugar
Busque-me no vento, nas areias da praia, na brisa que levemente acaricia o rosto
Busque-me no cheiro da grama depois da chuva, no bater das ondas
Busque-me em uma moda de viola, naquela melodia melancólica que soa ao longe
Busque-me no dia que vira noite e desperta a solidão que existe em todo íntimo
Busque-me no correr do dia, na rotina, no café que esfria
Busque-me no cheiro de maresia, no sabor do mar
Busque-me no calor da fogueira e no andar das moças
Busque-me em todo o lugar, até mesmo além do horizonte
Busque-me ao longe pois que vivo perto, onde não podes me alcançar.
Busque-me no cheiro da grama depois da chuva, no bater das ondas
Busque-me em uma moda de viola, naquela melodia melancólica que soa ao longe
Busque-me no dia que vira noite e desperta a solidão que existe em todo íntimo
Busque-me no correr do dia, na rotina, no café que esfria
Busque-me no cheiro de maresia, no sabor do mar
Busque-me no calor da fogueira e no andar das moças
Busque-me em todo o lugar, até mesmo além do horizonte
Busque-me ao longe pois que vivo perto, onde não podes me alcançar.
03 novembro 2010
Confesso que...
...queria ter casado, tido filhos e ido morar no campo.
...queria ter comido toda aquela bomba de chocolate e ainda colocado sorvete.
...queria ter beijado aquele menino atrás do muro.
...queria ter evitado aquela discussão dura.
...queria ter nadado nua em frente de todo o mundo para me sentir realmente livre.
...queria não ter preconceitos e, mesmo assim, continuo a carregar vários.
...queria não ter dito aquilo e nem ouvido isso, mas é realmente melhor que ser surda.
...queria ter conseguido conquistá-lo, fazê-lo meu escravo e eternizado nosso amor.
...queria ter poder sobre o mundo, o tempo e as coisas.
....queria sentar no colo de Deus.
...queria ter comido toda aquela bomba de chocolate e ainda colocado sorvete.
...queria ter beijado aquele menino atrás do muro.
...queria ter evitado aquela discussão dura.
...queria ter nadado nua em frente de todo o mundo para me sentir realmente livre.
...queria não ter preconceitos e, mesmo assim, continuo a carregar vários.
...queria não ter dito aquilo e nem ouvido isso, mas é realmente melhor que ser surda.
...queria ter conseguido conquistá-lo, fazê-lo meu escravo e eternizado nosso amor.
...queria ter poder sobre o mundo, o tempo e as coisas.
....queria sentar no colo de Deus.
28 setembro 2010
Feliz Ano Novo, Paulinha!
Entrei em uma fase de vida estranha. São tempos de se despedir de velhos hábitos, modificar antigas posturas e retirar do cotidiano o que não faz mais sentido. Nessa toada, vamos retirando o que incomoda e, com isso, somos obrigados a encarar o vazio que nos pertence.
Olho agora para dentro de mim e percebo que tenho espaço sobrando para incluir coisas novas. Então, passei a procurá-las, não na sede de alimentar o vácuo mas na esperança de conquistar inéditos desafios.
Saber um pouco mais de mim, dos meus anseios e necessidades. É nisso que concentrarei minha atenção nesse ano novo que se inicia. Que a fase em que entro agora seja reveladora, próspera e agregadora.
Olho agora para dentro de mim e percebo que tenho espaço sobrando para incluir coisas novas. Então, passei a procurá-las, não na sede de alimentar o vácuo mas na esperança de conquistar inéditos desafios.
Saber um pouco mais de mim, dos meus anseios e necessidades. É nisso que concentrarei minha atenção nesse ano novo que se inicia. Que a fase em que entro agora seja reveladora, próspera e agregadora.
26 setembro 2010
NASCIMENTO
Nasci das cinzas do mundo
Para este mundo adentrar,
Não sou espesso nem profundo
Mas tenho muito o que falar.
Nasci do choro das moças
Que morreram sem se casar,
Carentes de amor e de prazer
Fizeram-me este mundo conhecer.
Nasci dos gemidos dos sofridos,
Conhecedores da fome e da desgraça,
Colocaram-me no mundo
Em estado de graça.
Nasci aos passos do apocalipse,
Aguardando o fim do mundo.
Transformei a vida em poesia,
Derramei amor em tudo.
Paulinha, 28.10.98
Para este mundo adentrar,
Não sou espesso nem profundo
Mas tenho muito o que falar.
Nasci do choro das moças
Que morreram sem se casar,
Carentes de amor e de prazer
Fizeram-me este mundo conhecer.
Nasci dos gemidos dos sofridos,
Conhecedores da fome e da desgraça,
Colocaram-me no mundo
Em estado de graça.
Nasci aos passos do apocalipse,
Aguardando o fim do mundo.
Transformei a vida em poesia,
Derramei amor em tudo.
Paulinha, 28.10.98
27 agosto 2010
Favela, favela, favela
Quando lá cheguei não fazia frio, nem calor. Era uma temperatura amena, com um sol claro e brisa constante. Ele veio me receber do lado de fora, local seguro, como me instruiu.
Nos cumprimentamos. Cada vez mais acho que as pessoas aparentam a profissão que têm e nesse caso não foi diferente. Guilherme tinha mesmo cara de gerente de banco. Chegou sorridente, um pouco esbaforido, sem esconder a ansiedade que sentia da situação. Acredito que me encontrar, sorrindo e satisfeita, o tenha deixado mais calmo.
Na entrada, obras. Um pouco de lama no chão. Pessoas e motos indo e vindo. Olhares curiosos, gente apressada, um bêbado cambaleante, lixo. E eis que cheguei! Cerca de 300 metros favela adentro, a associação dos moradores de bairro com computadores empoeirados, um pequeno balcão e as caixas para as cartas deixadas pelo carteiro. Na outra porta, do lado esquerdo para quem olha, a entrada do projeto social que tenta dar uma trégua no universo miserável que o cerca. No meio, uma agência bancária.
Foi pelo banco que estava ali. E as pessoas que conheci e as coisas que vi me deixaram feliz de estar lá. Comi um feijão preto maravilhoso na menor casa que já dividi com tantas pessoas. Vi crianças lindas, negros fortes, mulheres bundudas e fuzis. Uma porção deles, ostentados com orgulho e recebidos com temor e respeito.
Não senti medo, senti foi pavor. E fiquei inconformada de ouvir que as pessoas estavam acostumadas a viver assim. Depois de três dias, entendi! Cada entrada minha na favela e era um festival de olás, ois e tudo bem. Tirando cumprimentos educados no elevador, meus vizinhos nem sabem quem sou. Lá, já me chamavam pelo nome ou de "paulista" a cada passo, com bons dias e boas tardes e sorrisos, dois dias depois. Crianças, adultos, velhos. E, quando me deparei no paraíso, as armas me lembraram que ainda nem havia passado do purgatório.
Entre vários pensamentos o que mais me apeguei foi de que existem muitos mundos, bem além dos nossos quintais e sonhos de consumo. Existem pessoas que vivem como se fosse impossível, sequer, sobreviver. E que a felicidade é muito mais subjetiva do que podemos medir e comprar. Ela estava lá, dividindo espaço com o medo, a ilusão de segurança e a esperança de que o amanhã melhore a paisagem e coloque comida no prato.
Nos cumprimentamos. Cada vez mais acho que as pessoas aparentam a profissão que têm e nesse caso não foi diferente. Guilherme tinha mesmo cara de gerente de banco. Chegou sorridente, um pouco esbaforido, sem esconder a ansiedade que sentia da situação. Acredito que me encontrar, sorrindo e satisfeita, o tenha deixado mais calmo.
Na entrada, obras. Um pouco de lama no chão. Pessoas e motos indo e vindo. Olhares curiosos, gente apressada, um bêbado cambaleante, lixo. E eis que cheguei! Cerca de 300 metros favela adentro, a associação dos moradores de bairro com computadores empoeirados, um pequeno balcão e as caixas para as cartas deixadas pelo carteiro. Na outra porta, do lado esquerdo para quem olha, a entrada do projeto social que tenta dar uma trégua no universo miserável que o cerca. No meio, uma agência bancária.
Foi pelo banco que estava ali. E as pessoas que conheci e as coisas que vi me deixaram feliz de estar lá. Comi um feijão preto maravilhoso na menor casa que já dividi com tantas pessoas. Vi crianças lindas, negros fortes, mulheres bundudas e fuzis. Uma porção deles, ostentados com orgulho e recebidos com temor e respeito.
Não senti medo, senti foi pavor. E fiquei inconformada de ouvir que as pessoas estavam acostumadas a viver assim. Depois de três dias, entendi! Cada entrada minha na favela e era um festival de olás, ois e tudo bem. Tirando cumprimentos educados no elevador, meus vizinhos nem sabem quem sou. Lá, já me chamavam pelo nome ou de "paulista" a cada passo, com bons dias e boas tardes e sorrisos, dois dias depois. Crianças, adultos, velhos. E, quando me deparei no paraíso, as armas me lembraram que ainda nem havia passado do purgatório.
Entre vários pensamentos o que mais me apeguei foi de que existem muitos mundos, bem além dos nossos quintais e sonhos de consumo. Existem pessoas que vivem como se fosse impossível, sequer, sobreviver. E que a felicidade é muito mais subjetiva do que podemos medir e comprar. Ela estava lá, dividindo espaço com o medo, a ilusão de segurança e a esperança de que o amanhã melhore a paisagem e coloque comida no prato.
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